Peço-te poucas palavras, puramente,
para partilhar pacientemente
a preterida paixão.
Peço-te o pranto pungente
prostrado preciosamente
no palmar da perfeição.
Por meu penar tão profundo
peço-te assim, prontamente
a penumbra por prisão,
para que passado e presente
sejam pétala paciente
da flor de tua presunção.
Peço-te palavras parvas,
peço-te prumo e perdão,
peço-te ser prisioneira
daquela promessa primeira
feita por perdição.
Peço-te por fim pedaços,
de teu peito, de teus passos,
do perfume a preterir.
Pra permanecer perdida
no porto de tua partida,
sem perceber um porvir.